domingo, 15 de março de 2026

O pinto-calçudo e o caga-na-saquinha

Haja decoro!
A gente chama a casa um técnico da tv cabo, um electricista, um picheleiro, um trolha, e o que é que nos aparece? Um homem que se aninha, que se estica, que se dobra, que se deita e que nos mostra o rego do cu. Insistentemente o rego do cu. Indecentemente o rego do cu. Havia necessidade? Porque é que as respectivas entidades patronais não lhes dão fardas recatadas, por medida, com calças de cinta alta e camisas de fralda comprida? Ou então mandem-me raparigas do sexo feminino, valha-me Deus!...

São dois conceitos completamente diferentes, embora não falte por aí quem os confunda, por distracção ou evidente ignorância: pinto-calçudo e caga-na-saquinha. Vejamos: o pinto-calçudo é o rapazinho que começou a usar calças compridas e as calças colam-se-lhe às pernas, mas também pode ser o indivíduo mal-ajambrado que, por exemplo, veste calças estreitas e ridículas, nomeadamente zangadas com os sapatos - como por caso agora é moda; quanto ao caga-na-saquinha, é uma criatura medrosa, triste, insignificante, e ponto final.
Portanto, pinto-calçudo e caga-na-saquinha, duas filosofias de vida essencialmente diversas: o pinto-calçudo é uma coisa, questão de aspecto, e o caga-na-saquinha é outra coisa, questão de carácter. Evidentemente há quem acumule. Isto é: quem seja, por um lado e por outro, pinto-calçudo e caga-na-saquinha. Em Fafe tínhamos desses.

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