Armado aos cucos
Egas Moniz sempre gostou de fazer a cabeça dos outros. Começou com o pequeno Afonso Henriques e deu-se mal. Depois generalizou e deram-lhe um Nobel. Já quiseram tirar-lho, por causa do abuso.
Quer-se dizer. É um bocado estranho pensar que uma vez assisti a um concerto de um Prémio Nobel da Literatura. Um excelentíssimo concerto do velho Dylan, à pala do meu irmão Orlando, no Coliseu do Porto, na noite de 8 de Abril de 1999. Um concerto que talvez devesse ter sido uma conferência, um concerto de literatura, portanto. Se este ano o laureado for, por exemplo, Tony Carreira, fico em mãos com o mesmo problema, porque também já assisti a um concerto do inevitável Tony. O meu irmão, que até é um intelectual, é que nunca.
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