Os médicos, as farmácias e o sistema
Fui à farmácia comprar o antibiótico. A senhora doutora farmacêutica perguntou-me:- Marca ou genérico?
- O mais barato, se faz favor. Pode ser de saldo, se tiver, ou mesmo em segunda mão, se for em conta - respondi.
Veio o antibiótico. Genérico.
- São seis euros e setenta e nove - informou-me a senhora doutora farmacêutica.
- Seis euros e setenta e nove?! - espantei-me. - Mas o senhor doutor médico escreveu aqui na receita que, e passo a citar, "esta prescrição custa-lhe, no máximo, 77 cêntimos, a não ser que opte por um medicamento mais caro", e eu manifestamente não optei...
- Pois, mas não ligue a isso. É o que eles têm lá no sistema. O preço muda ao fim de três meses - disse-me a senhora doutora farmacêutica.
- Mas a receita é de hoje, fresquíssima - atalhei.
- Pois, mas é o sistema - reiterou a senhora doutora farmacêutica.
- E o sistema não é o mesmo para as farmácias? Entre 77 cêntimos e seis euros e setenta e nove vai uma diferença de quase dez vezes mais, como é que isto é possível? - inquiri e tornei a inquirir.
- Faça o favor de ver aqui no computador. Na verdade há mais barato, este de três euros e quinze, mas que hoje, por acaso, até já custa cinco euros e trinta e sete, e não temos - explicou-me a senhora doutora farmacêutica.
- Mas a custar 77 cêntimos é que nada - insisti.
- Nem de perto nem de longe, é o sistema - insistiu, por seu lado, a senhora doutora farmacêutica.
- E os senhores doutores médicos sabem? - eu.
- Sabem, sabem - a senhora doutora farmacêutica.
- Desculpe voltar ao mesmo: mas então porque é que os senhores doutores médicos escrevem estes preços nas receitas, se sabem que estão a enganar os doentes?
- É para pressionar as farmácias - segredou-me a senhora doutora farmacêutica, chegando-se-me ao ouvido.
- E tem resultado, não tem? - devolvi-lhe eu, no mesmo tom confidencial...
Mostrar mensagens com a etiqueta medicamentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta medicamentos. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, 25 de setembro de 2026
terça-feira, 15 de setembro de 2026
Diálogos fafenses 14
A tensão, muita a tensão!
- Temos tomado a nossa medicação? - pergunta-me ela.
- Temos, temos, senhora doutora - respondo eu, que sou uma pessoa educada e um exemplar tomador de medicações.
- Temos feito o nosso exerciciozinho diário?
- Todos os dias, senhora doutora.
- Temos moderado a nossa alimentação?
- Que remédio, senhora doutora. O dinheiro já só dá para cascas de batatas.
- Ora ainda bem. Vamos lá ver como que é temos a nossa tensão - diz-me ela.
- Vamos a isso, senhora doutora, nem é tarde nem é cedo - digo eu, tirando o casaco e arregaçando a manga da camisa.
Vimos a tensão.
- Temo-la um bocadinho alta - informa-me ela, sem esconder a preocupação.
- Um bocadinho pouco ou um bocadinho muito, senhora doutora? - pergunto eu, também já um bocadinho muito à rasca.
- Bastante, bastante. Vamos meter este comprimidozinho debaixo da língua e vamos deitar um bocadinho ali - diz-me ela.
- Vamos lá então, senhora doutora. A senhora doutora primeiro, que eu gosto de ficar por cima - digo eu, que, repito, sou uma pessoa educada e exemplar tomador de medicações.
- Temos, temos, senhora doutora - respondo eu, que sou uma pessoa educada e um exemplar tomador de medicações.
- Temos feito o nosso exerciciozinho diário?
- Todos os dias, senhora doutora.
- Temos moderado a nossa alimentação?
- Que remédio, senhora doutora. O dinheiro já só dá para cascas de batatas.
- Ora ainda bem. Vamos lá ver como que é temos a nossa tensão - diz-me ela.
- Vamos a isso, senhora doutora, nem é tarde nem é cedo - digo eu, tirando o casaco e arregaçando a manga da camisa.
Vimos a tensão.
- Temo-la um bocadinho alta - informa-me ela, sem esconder a preocupação.
- Um bocadinho pouco ou um bocadinho muito, senhora doutora? - pergunto eu, também já um bocadinho muito à rasca.
- Bastante, bastante. Vamos meter este comprimidozinho debaixo da língua e vamos deitar um bocadinho ali - diz-me ela.
- Vamos lá então, senhora doutora. A senhora doutora primeiro, que eu gosto de ficar por cima - digo eu, que, repito, sou uma pessoa educada e exemplar tomador de medicações.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
Uma pedra na sapatilha
Gorilas da BrunaBruna é uma "youtuber" bastante "influencer". Elegante, bonita, regularmente recauchutada, famosa por ser famosa, esbanja sensualidade por tudo e por nada e enriqueceu por causa disso. Bruna mal pode sair à rua como as outras pessoas, isto é, põe um pé fora da porta a caminho da piscina por exemplo em Ibiza e multidões de adoradores caem-lhe em cima. Bruna tem milhões de seguidores. De perseguidores. Para fazer uma vida normal, viu-se até obrigada a contratar dois possantes seguranças, ou guarda-costas, à Kevin Costner, ou gorilas, como também se diz, que não a largam um segundo e vão com ela a todo o lado, inclusive à casa de banho por exemplo nas Maldivas. São conhecidos como os gorilas da Bruna.
Dia seguinte à mesma hora, lá estão elas outra vez. As duas novamente cochichando, aninhadas, movendo-se de cócoras pelo meio do restolho como melros assustadiços ou talvez David Attenborough amoitado no coração das florestas tropicais de Bornéu e, alto e pára o baile, isso já me autoriza a não desviar o olhar. Isso de as mulheres se moverem e estarem afinal completamente vestidas e compostas, digo bem, mais o facto de cada uma delas arrastar consigo de vez em quando uma daquelas enormes sacas de supermercado que custavam 50 cêntimos nos dias em que não eram dadas. Entretanto acabaram-se as borlas. Aproximo-me, como quem não quer a coisa. "É pala chá. Só pala chá. Só chá!", diz-me de jacto a senhora mais velha, veemente, incomodada e, parece-me, desconfiada, se não mesmo receosa, da minha inocente curiosidade.
Percebo. As duas mulheres com feições e conversa orientais catam flores de madressilva, que já esbordam, brancas e amarelas, das sacas de supermercado. Voltam lá todos os dias, na época, vejo-as pelas cinco da tarde, às vezes com reforços, um rancho depenicando muros anões e fartos naquela zona mais recatada do parque. Cheira que consola! O ar é doce como mel...
Consulto o Dr. Google, que me explica tudo ou quase tudo. A flor de madressilva é altamente valorizada na medicina tradicional chinesa, que lhe reconhece propriedades adstringente, antibacteriana, antifúngica, anti-séptica, antiespasmódica, antitumor, diaforética, diurética, expectorante, febrífuga, hipoglicémica, laxante e refrigerante. A madressilva, mãe de todas as curas, usa-se para tratar a asma, o colesterol alto, a congestão linfática, a diarreia, a disenteria, a dor de cabeça, a dor de garganta, erupções cutâneas, febre, gripe, inchaços, infecção bacteriana, intoxicação gastrintestinal, laringite, queimadura do sol, sumagre-venenoso, tosse e úlceras. Se lhe conseguirmos acrescentar as unhas encravadas a sida e a covid, como chegou a ser sugerido na China, estaremos então na presença de uma panaceia ao nível da nossa famosa banha da cobra, misteriosamente desaparecida das feiras mas ainda à venda em mercados sorrateiros ou alternativos, que eu bem sei.
Por outro lado: a avaliar pela posição em que é apanhada, o mais certo é que a flor de madressilva faça muito mal às costas - é o que penso. E então lembro-me da querida Bó de Basto, que sabia de lendas, de mouras encantadas e de penedos de morar, que distinguia cogumelos, que conhecia plantas, chás para dores de barriga ou outras maleitas assim a atirarem mais para o pataqueiro, aflições comezinhas, nada comparável com a multifuncionalidade e potência da flor de madressilva, remédio capaz de afrontar as mais medonhas e sofisticadas pestes e pragas, existentes ou por inventar. Lembro-me dos curandeiros, talhadores e endireitas de Fafe e arredores, mulheres e homens honrados e competentes, abençoados por saberes antigos e generosos aliviadores de corpos e espíritos, fui cliente frequente, levado pelas orelhas, lembro-me de me consertarem maus jeitos e trasorelhos, ossos desviados, rachadelas, comichões diversas, uma e outra vez, era eu miúdo e arisco, pobre e feliz, saltando alegremente de desastre em desastre, à falta de outros brinquedos. O nosso bruxo, diga-se em abono da verdade, chegou alguns anos mais tarde, já não veio a tempo de mim.
Mas eu e as duas sobressaltadas apanhadoras de flores de madressilva no Parque da Cidade, quereis saber que mais? Reparastes certamente: a mulher mais velha, sem que eu lhe tivesse perguntado, fez questão de dizer-me, enfaticamente, como se estivesse a justificar-se, a defender-se de uma acusação não formulada, que era "só pala chá". Mas porquê? A coisa também se fuma, será? Alegra a disposição? Hummm!... Vim-me embora com essa pedra no sapato. E era realmente escusado. As sacanas das sapatilhas já me dão mau andar que chegue.
Etiquetas:
chá,
chás,
cinema,
David Attenborough,
doenças,
droga,
Gorilas na Bruma,
Kiko,
madressilva,
medicamentos,
mezinhas,
natureza,
saúde,
série A minha avó de Basto,
série Memórias de Fafe,
televisão
terça-feira, 19 de maio de 2026
O remédio das bichas
Remédio santo
Eu tinha um problema. Enfiava-me no guarda-fatos a comer nozes, o que me provocava imensas aftas. Fui ao médico. Mandou-me comprar um baú e tenho andado muito bem.
Etiquetas:
aftas,
bichas,
Chega,
conversão sexual,
desparasitantes,
farmácias,
homossexualidade,
língua portuguesa,
lombrigas,
medicamentos,
médicos,
PSD,
saúde,
série Memórias de Fafe,
sexo,
terapias de conversão sexual
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Doentinhos, graças a Deus!
O Homem-Prazol
Os super-heróis. Fui apreciador, confesso. Em miúdo, à pala da televisão do Peludo, das borlas no Cinema ou dos livrinhos de cobóis levados à troca no quiosque do postigo por Baixo da Arcada, já disse. O homem-aranha, o homem-formiga, o homem elefante, o homem que é homem, o homem-rã, o homem de gelo, o homem de ferro, o homem de lata, o homem-bala, o homem-estátua, o homem invisível, o homem que veio de longe, o homem-sanduíche, o homem-crocodilo, o homem-tocha, o homem-máquina, o homem dos sete instrumentos e até o homem-bata, que quase existia. Apreciava, é verdade. Mas. Derivado a pecados velhos e por indicação médica, hoje em dia sou mais dado ao homem-prazol.
Já agora. O meu rijo avô de Basto esteve doente uma única vez, se não me engano. E morreu. Com os pulmões vagarosamente estraçalhados pelos anos longínquos do trabalho nas minas e uma vida no aparelho da pedra.
Mas o lado Bomba. As doenças. Neste campo, como em mais um ou dois, ou três, sou a ovelha negra da família. Doentemente falando, sou uma treta, uma nódoa, um ignorante, uma vergonha para a classe dos doentes em geral e da minha família em particular. Nunca me queixo, estou sempre bem, não dou uma para a caixa. Às vezes até penso que devia ser expulso. Da classe e da família.
Os Bombas, por definição, são entusiásticos consumidores de medicamentos e canjas de galinha. Só estão bem quando estão doentes. Conhecem todas as doenças e os dois volumosos tomos da Farmacopeia Portuguesa por ordem alfabética, de cor e salteado, da frente para trás e de trás para a frente, índices e apêndices incluídos, automedicam-se e só precisavam da consulta e da assinatura do médico - "especialista!", sempre "especialista!", e "do Porto!" - para autenticar o internamento a troco de um bom quilinho da melhor vitela de Fafe, traço seleccionado e cortada pelas sábias mãos do Senhor Abreu do Talho Novo, embrulhado em imaculado papel costaneira e impecavelmente atado e laçada com fio norte de qualidade superior. Justificava-se a despesa dos unhas-de-fome: o internamento em hospital era a sorte grande, a realização de um sonho. Recorrente. Para que o povo soubesse que!
Os meus queridos avós da Bomba, ninguém me tira da ideia, não morreram da doença. Faleceram da mania. Deus os tenha.
Etiquetas:
Bombeiros de Fafe,
doenças,
medicamentos,
Natal,
relógio,
saúde,
série Fafenses excelentíssimos,
série Memórias de Fafe,
série O meu avô da Bomba,
série O meu avô de Basto
domingo, 12 de abril de 2026
Sejamos então pacientes
Hipocondríaco e metódico
Era um autarca hipocondríaco e metódico. Seguindo indicação médica, tomava quatro medidas por dia - uma ao levantar, uma depois de almoço, uma antes de jantar e uma ao deitar. Rigorosamente.
Como um alho era o famoso indivíduo, não sei quem nem de que sexo ou género, mas político certamente, que inventou a palavra "paciente" para substituir a palavra "doente". O finório, ou a finória, ou finórie, vá lá, sabia tudo sobre listas e tempos de espera, greves epidémicas ou cirúrgicas, operações adiadas, consultas anuladas, funerais e missas de sétimo dia, demissões de directores e outras pandemias. Porque a verdade é esta: o doente, regra geral, queixa-se, esperneia, mas o paciente, por definição, aguenta.
terça-feira, 7 de abril de 2026
O Sr. Moura era de filme
Como um passarinho
Morreu como um passarinho. Abatido a tiro.
E então puxo a fita atrás. O Sr. Moura tinha mais de 200 anos e uns óculos muito pândegos e parecia uma figura dos filmes da Walt Disney para crianças. Eu gostava muito de o ver lá ao fundo, na mesa grande do laboratório, a inventar remédios e talvez perfumes, a tomar notas, a fazer contas, a conferir apontamentos em folhas manuscritas e desencontradas, amarelecidas, no meio de uma babilónia de balões, provetas, tubos de ensaio, pipetas, espátulas, pinças, lâminas, balanças, funis, almofarizes e pilões, serpentinas, condensadores, quem dera que também bicos de Bunsen, isso, porque estou a imaginá-los, rodeado por uns armários enormes e antigos, altos do chão até ao tecto, a toda a volta, cheios de frascos, frasquinhos e campânulas, garrafas, garrafões, caixas e caixinhas, sacos, sacas, saquinhos e saquetas que eu adivinhava abundantes de matérias-primas preciosas, fluidos insondáveis, pomadas da casa e a granel, bicarbonato, pós de perlimpimpim, pétalas delicadas de flores exóticas, especiarias do fim do mundo, sementes, raízes e plantas raras e milagrosas, aromas intensos e contraditórios, e ao canto, estou em crer, uma vassoura encantada, aprendiza e ajudante, trabalhadeira, à espera das ordens do velho mestre. A mesa e os armários, em madeira, escura, pesada, eram da idade do Sr. Moura. Aquilo dos óculos esquisitos seria decerto obrigatório para os farmacêuticos naquela época, porque o Quinzinho também tinha. O Sr. Moura, parecendo que não, ditava a moda.
Ainda para mais, o bom do Sr. Moura, que morava por cima do estabelecimento, na Rua Montenegro, atendia durante a madrugada, se lhe tocassem à campainha para acudir a uma aflição inopinada, no tempo em que não havia farmácias de turno nem intercomunicadores ou videoporteiro. Com aquele aspecto de velhinho precoce, sábio ancestral, feiticeiro, alquimista, eterno príncipe dos manipulados, o Sr. Moura assomava ao patiozinho do 1.º andar, informava-se do que era, descia as escadas em chinelos de quarto ou enfiado nos sapatos três números acima, com o pijama a espreitar por baixo das calças vestidas à pressa e às vezes embrulhado no roupão, só lhe faltavam a candeia na mão e o barrete de dormir, resmungava por todos os lados, mas, a verdade é só uma, salvava o povo. E essa é que é essa.
Etiquetas:
farmacêuticos,
Farmácia Moura,
farmácias,
medicamentos,
Quinzinho da Farmácia,
saúde,
série Fafenses excelentíssimos,
série Memórias de Fafe,
Sr. Moura
O Quinzinho da Farmácia
A azia
O grande problema do engolidor de espadas era a azia. Aliás, mudou de ofício, por indicação médica.
O grande problema do engolidor de espadas era a azia. Aliás, mudou de ofício, por indicação médica.
Antigamente, em Fafe, o Serviço Nacional de Saúde chamava-se Quinzinho da Farmácia e funcionava muito bem. O Quinzinho da Farmácia era evidentemente farmacêutico e sobremaneira autodidacta. No seu ofício de boticário, o Quinzinho era o melhor médico do mundo, o médico privativo e gratuito dos pobres da vila e arredores, o verdadeiro médico de família ainda os médicos de família nem sequer tinham sido inventados.
Em caso de fanico arrevesado ou maleita repentina, primeiro ia-se ao Quinzinho, que tratava toda a gente por tu e tinha uma voz arrastada e grossa por baixo de um bigode em forma de bigodinho e lá em cima, para o trabalho, uns óculos muito cómicos de tirar e pôr que me faziam rir. Ir ao Quinzinho era uma espécie de rastreio, uma primeira opinião, que até podia ser definitiva. O Quinzinho, que me apresentou à Pasta Medicinal Couto e mais do que uma vez salvou as minhas desgraçadas amígdalas de irem ao corte, observava cada caso minuciosamente e decidia. Se o assunto fosse da sua competência e não ultrapassasse os seus saberes, a questão ficava ali mesmo remediada sem outras alcavalas senão o preço geralmente módico dos medicamentos logo usados ou aviados para consumo doméstico, e apenas quando tal era necessário. Aos casos mais bicudos, que lhe chegavam frequentemente, às vezes em pressurosos carros de praça que se acotovelavam à porta da Farmácia Moura, impedindo o trânsito na Rua Montenegro, mesmo em frente aos Mercadinhos, o Quinzinho reencaminhava-os na hora para os médicos encartados ali das redondezas, não raramente sugerindo este ou aquele clínico, consoante as sintomatologias averiguadas, ou então despachava-os com urgência directamente para o hospital. E a engrenagem resultava. Eu estou em crer que o homem merecia um nobel! Da medicina, da química, da física, da economia, da literatura - o Quinzinho ensinava bulas a analfabetos -, da paz, da compaixão, não sei bem, mas um nobel de certeza, isso é que eu sei.
E sabeis que mais? Gosto de pensar que foi a partir do nosso Quinzinho que os ingleses inventaram, muitos anos mais tarde, em 1994, o Protocolo de Manchester. E essa é que é essa.
E sabeis que mais? Gosto de pensar que foi a partir do nosso Quinzinho que os ingleses inventaram, muitos anos mais tarde, em 1994, o Protocolo de Manchester. E essa é que é essa.
Etiquetas:
Farmácia Moura,
medicamentos,
Quinzinho da Farmácia,
saúde,
série Fafenses excelentíssimos,
série Memórias de Fafe,
Serviço Nacional de Saúde,
SNS
domingo, 19 de outubro de 2025
Ben-u-ron, uma questão de fé
Viciado em pastilhas
Tomava pastilhas atrás de pastilhas, mas não havia maneira de melhorar. Eram pastilhas de travão e ainda por cima davam-lhe gases.
Subscrever:
Mensagens (Atom)