sábado, 3 de janeiro de 2026

Pessoas estranhas e assim

Pessoa colectiva
Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Bernardo Soares. É daí que vem.
E há aquele aviso equívoco, aquele pendurado nas vedações dos estaleiros de obras. Um aviso cheio de medidas de segurança, com capacete e botas de biqueira de aço, nem percebo como é que os trabalhadores morrem todos os dias como tordos. E diz assim a tabuleta, tipo porta de clube privado: "Proibida a entrada a pessoas estranhas". Na verdade costuma dizer "Proíbida", com acento analfabeto e teimoso no primeiro i, mas a pentelhice gramatical não é para aqui chamada. A questão é: pessoas estranhas!? Vamos lá definir. Pessoas estranhas. Homens com três braços e apenas um testículo, será? Mulheres com duas cabeças e sentença nenhuma? José Castelo-Branco? Velhos reformados com as mãos atrás das costas? Extraterrestres pernetas em trânsito para Las Vegas? Cavaco Silva? Um escuteiro adulto? Miguel Arruda? Donald Trump? Leitão Amaro? Joana Amaral Dias? O Bruxo de Fafe? José Sócrates? Joe Berardo? Vale e Azevedo? Luiz Pacheco? Cesariny? Agostinho da Silva? João César Monteiro? O nosso Zé Manel Carriço? O Reigrilo? O Joãozinho Summavielle? O Landinho do Club? O Miguel Cantoneiro? O Chico Cereja? O Sr. Carlos da Cantina? O Canivete? Eu? É o que lá está: pessoas estranhas. Pessoas esquisitas, diferentes, excêntricas, extraordinárias, extravagantes, surpreendentes, especiais, misteriosas, originais, talvez fafistas. E está-nos proibida a entrada? Porquê?

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